A Ciência da burrice, Editora Insular

R$25,00

A Ciência da burrice
[14 x 21cm]

A Ciência da burrice
Autor: Jayme Camargo Piva

ISBN: 978-85-7474-705-7
Páginas: 168
Peso: 230g
Ano: 2013

Compilação de escritos pinçados do blog (jaymepiva.blogspot.com) e uma seleta transposição de crônicas alinhavadas no jornal Expresso Ilustrado, de Santiago do Boqueirão. São temas sobre variados assuntos, alternando política, saúde, sexualidade, educação, casamento, família, futebol e carnaval, tudo complementado por digressões de cunho metafísico-filosóficas.

Aqui está, outra vez, o Dr. Jayme Camargo Piva, agora nos brindando com esta obra, A Ciência da Burrice. O autor nasceu e se criou em nossa bela Santiago do Boqueirão, município gaúcho conhecido como a “Terra dos Poetas”. Oriundo de família tradicional, é neto, pelo lado paterno, de José Piva, comerciante que aportou em Santiago no início do século passado; de outro, pelo lado materno, do Dr. Odorico Rodrigues da Silva Camargo, advogado e escritor.
O Jayme foi um moço disputadíssimo, bonito, simpático, tendo sido par de muitas debutantes nos antigos bailes do Clube União. Muito jovem, foi embora para a Capital, fins de estudar, em regime de internato, no Instituto Porto Alegre (IPA). Após, colou grau na Faculdade de Direito da UFRGS, tendo exercido a advocacia, por duas décadas, no Banco do Estado do Rio Grande do Sul, em cuja Assessoria Jurídica exerceu a chefia do Núcleo Processual, na metrópole gaúcha.
Na advocacia particular ele também se houve com empenho e dedicação, granjeando amigos e admiradores dentre sua clientela. Sempre foi um moço festeiro e namorador, a vivência na cidade grande forjou seu caráter, retemperando seu amor ao pago. Na Capital, terminou contraindo matrimônio com Vera Regina, sua prima, filha do saudoso compositor Túlio Piva, que também é orgulho dos santiaguenses. Com a esposa, foi embora para Florianópolis, fugindo do frio intenso da invernia gaúcha. Especialmente porque seus dois filhos – Rodrigo e Rogério –, também formados em Direito e concursados, passaram a exercer suas atividades profissionais no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, na Ilha da Magia. Para orgulho do autor, eles herdaram a mesma veia musical do avô Túlio, consagrados, ambos, respectivamente, nas artes da composição e do instrumental, com vários CDs gravados na praça. Reside atualmente na praia da Cachoeira do Bom Jesus, próximo a Canasvieiras, desfrutando das delícias do mar, na tranqüilidade de uma casa praieira, cercada de arvoredo, do cusco amigo e churrasqueira de porteiras abertas para receber os amigos. O Jayme tem uma vida voltada para a família e para os livros. Leiam esta obra que está surgindo e reparem nas citações entremeadas de comparativos que sempre faz a autores diversos. Seu português é de causar inveja! Além do mais, o autor escreve crônicas semanais no jornal Expresso Ilustrado, de Santiago, de larga tiragem regional. Mantém, paralelamente, seu blog na internet, cuja varie-dade de textos, acoplados de crônicas seletas, inspirou o nascedouro desta obra.

O autor já lançou dois livros anteriores, intitulados, respectivamente, Aqui me Tens de Regresso e Os Seios de Joana. A obra atual, ora prefaciada, nos brinda com temas fantásticos, espirituosos. O leitor irá se deleitar com a temática, de leitura agradável, escrita por um conhecedor das coisas da vida, cujo lado obscuro a muitos escapa. O Jayme viveu. Conhece. Acima de tudo, admira e respeita o sexo oposto. E tem mais: o moço gosta de um bom vinho e de uma cerveja não estupidamente gelada. Chegou até mesmo a prescrever para este seu amigo, quando gripado, a receita de um remédio colossal: vodca com limão e mel, para ser sorvido aos pouquinhos, vagarosamente.

Estejam certos: este livro foi escrito por quem possui experiência e sabe das coisas. Obra de conotação polêmica, envolvendo assuntos controversos, de natureza política, familiar, filosófica e religiosa, entrecortados de ironia e glosa. Parabéns, Jayme Camargo Piva, estou orgulhoso de você e consigno meu abraço, desejando-lhe, junto aos familiares, felicidade perene.
Antonio Manoel Gomes Palmeiro
(Barbela)

APRESENTAÇÃO

Inverno de 2012. Gelidez do vento sul penetrando nas frinchas, com prenúncios de dias sombrios, acinzentados, recobertos de plúmbeas nuvens agourentas. Época de confinamento, de hibernação, na angustiante espera da fugidia luz solar. Acorrem à mente iluminadas lembranças do verão, festa de luzes, cigarras cantando ao sol poente, mulherio desnudo na praia desfilando curvilíneas formas!

Contraste flagrante com a melancolia das tardes de agora, tisnadas de gris, morros encobertos pelo nebuloso manto da frialdade. Pancadas de garoa fina vergastam vidraças embaçadas pela umidade, as gotas escorrendo como lágrimas vertidas em momentos de desalento. Noites maldormidas, tenebrosas, ponteiros que se arrastam na vastidão do escuro. Insônia. Alta madrugada, pensamento vagueando em soturnas meditações na pungente vigília noturna. Aleluia! Num repente, despontam idéias, num clarão de luz: é a gestação deste terceiro livro, parido na quietude das tardias horas de solidão e recolhimento.

Feito esse introito, ressalto que enveredei por caminho oposto àquele percorrido na obra precedente – Os Seios de Joana: contos eróticos e picarescos. Realizo, agora, uma compilação de escritos pinçados do meu blog (jaymepiva.blogspot.com), que leva o nome do meu primeiro livro, Aqui me Tens de Regresso. Os referidos textos do blog, integrantes do trabalho ora apresentado, vão também acoplados a uma seleta transposição de crônicas alinhavadas por mim no jornal Expresso Ilustrado, da minha querida Santiago do Boqueirão, de larga tiragem regional e caudalosa legião de leitores e assinantes. Esse valoroso órgão de imprensa tem contribuído, decisivamente, para o desenvolvimento cultural da população gaúcha. Sua grandiosidade, relevo e consagração no plano estadual é resultado do idealismo e empreendedora atuação do quadro direcional da empresa, com especial destaque para seu dinâmico diretor João Lemes, a quem rendo tributo da minha admiração, honrado por integrar o seleto elenco de colunistas do prestigioso semanário, num somatório aproximado de duzentas crônicas publicadas ao longo de três anos.

Insanas e laboriosas foram as escolhas realizadas, haja vista que meu blog e mais crônicas do jornal perfazem, atualmente, mais de duas centenas de textos cuidadosamente elaborados. São abordagens lastreadas num cipoal de matérias enfocadas numa universalidade de temas sobre variegados assuntos, alternando política, saúde, sexualidade, educação, casamento, família, futebol e carnaval, tudo complementado por digressões de cunho metafísico-filosóficas. Mergulhado nos meandros e profundezas desse universo temático, desensarilhei armas, entrincheirado, premunido de suficiente munição para alimentar polêmicas, com assuntos entremeados de sátiras, mordazes críticas e mesclas de ironia e glosa, como é da minha índole e propensão, preservando estilo e inclinações da minha preferência.

Ao ensejo da publicação da obra anterior, versando contos eróticos, tive a cautela de ressalvar que seu conteúdo consubstanciava leitura recomendada somente para adultos. Já nos lineamentos preambulares, então aduzidos, alertei para que não interpretassem os leitores – precipitando juízos –, estivesse eu influenciado por pensamentos menos nobres, disseminadores de práticas licenciosas. Preocupava-me a recalcitrância, em nosso meio, de falsos moralistas aferrados ainda a fósseis ditames preconceituosos. Advertência feita pelo circunstancial de me encontrar impulsionado pelo único propósito de deblaterar contra a arcaica repressão sexual imposta por uma religiosidade obtusa, calcada em obsoletos preceitos dogmáticos. Salientava que erotismo e carnais desejos constituíam diuturnos pensamentos e assuntos dominantes em todas as rodas, com ressaibos de lascívia, excitação e nudez estampados nas manchetes de todas as revistas e difusão em artigos e reportagens insertos nas publicações modernas. Culminava por lembrar serem as cenas de sexo explícito rotineiramente exibidas, ao vivo e a cores, livres de censura, na maioria das novelas e filmes programados nas telas de cinema e televisão.

Por oportuno, cabe também salientar que seriedade e circunspecção no trato das questões aventadas neste novo livro, ora apresentado, não devem ser interpretadas como recuo ou penitência, quando confrontadas com o erotismo da obra anterior, cuja oportunidade e pertinência alcançaram meta e propósitos almejados. A temática atual sinaliza uma manifesta intenção do autor em alçar vôos mais altos, investigativos, instigatórios, de maior amplitude e transcendência. Com relação à proposta anterior, dei-me por satisfeito frente aos resultados obtidos.

Encontrei, na publicação de Os Seios de Joana, acolhida e receptividade que ultrapassaram as minhas expectativas, inclusive entre expressivo número de leitores ainda impregnados por resquícios de um conservadorismo próprio das gerações mais antigas, não despegadas do anacrônico conceito do pecado original – historieta infantil repressora do sexo, inventada por sacripantas e fariseus. Ao ensejo desta apresentação, quero expressar, como das outras vezes, ser este lançamento realizado ao arrepio de quaisquer vaidades, movido que sou pelo único desejo de semear convicções cimentadas ao longo de percucientes estudos e vivências que forjaram minha personalidade, seja na prática forense, seja no plano experimental ou no trato com os semelhantes. Diante de tantos burros mandando em homens inteligentes, Rui Barbosa disse desconfiar que a burrice é uma ciência. Daí o nome do livro! Sabido que vivemos num país onde reina a incultura, maioria da população mergulhada na mais crassa ignorância, educação sempre relegada a plano secundário pelos governantes! Prioridades somente voltadas para o deletério consumismo, com predileções direcionadas à parafernália eletrônica e jogatinas. Classe média não tem dinheiro para a aquisição de livros. Só para o supérfluo! Raciocínio dos pobres de espírito: ler, para quê? Estou convencido da impossibilidade de agradar a todos, de modo especial no concernente aos controvertidos temas envolvendo políticagem, religião e sexualidade.

Assuntos esses que são, via de regra, objetos de arraigados fanatismos e exacerbações de puritanismo. Encontrarei, tenho certeza, torrentes de opiniões adversas, díspares, antagônicas e conflitantes com as minhas colocações. Ninguém é dono da razão, bem sei! Resta-me o consolo de saber, depois de tudo, que realimentei sonhos, despertei sentimentos, suscitei dúvidas, perquirições, num febricitante entreabrir de atalhos e clareiras, nos descaminhos da vida, arrostando raios e metralhas, na incessante busca da verdade.

Por fim, incumbe ressalvar que prossigo brandindo com a minha escrita adstrita à ortografia antiga. Sabem todos, a vigência do malsinado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi adiada por mais três anos (Decreto n. 7.875/2012), daí porque suas desconexas alterações só deverão ser seguidas, obrigatoriamente, a partir do ano de 2016 (!). Talvez esse servil intento de alterar as regras vigentes nunca se concretize, ficando para as calendas gregas. Essas são as considerações por mim julgadas perti-nentes, a título de apresentação. Incumbe, como arremate, desejar a todos uma boa leitura, cientes de que os meus escritos sempre tiveram por inspiração e escopo acender uma réstia de luz na escuridão do atraso e da pobreza que toldam o cenário pátrio. Se mais não pude acrescentar, para melhora desse quadro desolador, credite-se isso a falhas involuntárias, a parcos conhecimentos, a anárquicas e agnósticas convicções, de par com a arraigada certeza de que o estudo, a meditação e a pesquisa nos tornam cada vez mais conscientes das nossas limitações, da infinita complexidade das coisas e do apoucado saber humano.

Sub censura.
O autor.

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