A palavra mínima, Editora Insular

R$27,00

A palavra mínima
[14 X 21 cm]

A palavra mínima
Autor: Raul Caldas Filho

ISBN: 978-85-7474-445-2

Páginas:112

Peso:170g

Ano:2009

O livro que você tem em mãos é, no mínimo, insólito. Não é uma obra de apenas um gênero, seja de ficção, crônicas, humor, ou frases e epigramas, como existem tantos já publicados. Em suas páginas, no entanto, todos esses gêneros (e outros) podem ser encontrados, apresentando algo em comum: a brevidade. Daí o seu título. Raul Caldas Filho já exercera o seu poder de síntese em outros livros de ficção ou crônicas, através de minicontos ou flagrantes captados do cotidiano. Mas neste a síntese é essencial. E nos pequenos textos aqui presentes – tendo como foco “a condição humana” e o “estar no mundo”, como designou o autor – há de “tudo um pouco”: reflexões sobre o tempo, a vida, a morte, as crenças e as descrenças; a fugacidade dos relacionamentos amorosos; episódios eróticos e jocosos; agruras e tragédias do cotidiano (na série: “a crua realidade dos dias”); reminiscências da infância e juventude; diálogos místicos e de bar; críticas, sátiras, fantasias, sonhos, devaneios, indagações, observações e considerações sobre os mais diversos temas (alguns recorrentes), todos abordados de uma forma leve e (quase sempre) bem-humorada. Deve-se considerar ainda que, apesar do autor ter numerado os textos – de 1 a 300, com subdivisões –, não há a menor necessidade de o leitor seguir esta ordem. O livro pode ser aberto em qualquer página e o “recado” será o mesmo. Perfeito, aliás, para se ler em viagem, ou “em trânsito”, nesta época de terríveis engarrafamentos. Mas quem quiser seguir a numeração estabelecida também vai se deparar com uma deleitável leitura. Este é, portanto, um livro que, com seus textos mínimos, diverte e, ao mesmo tempo, faz pensar.

Raul Caldas Filho é jornalista, cronista e ficcionista. Autor de nove livros, trabalhou nos principais jornais catarinenses e na revista Manchete, no Rio de Janeiro. Este é o seu sexto livro publicado por esta editora.

***

Do autor
Delirante Desterro (crônicas) Lunardelli e UFSC, 1980.
O Jogo Infinito (ficções) UFSC, 1984.
Oh! Que Delícia de Ilha (textos variados) Paralelo 27 e Lunardelli, 1995/1997
Oh! Casos e Delícias Raras (textos variados) – Insular, 1998/2004.
O Dia D de umDesempregado (contos) – Insular, 2000.
O ABC do Manezinho (verbetes sobre a Ilha de SC) – Insular, 2003.
O Vendedor de Diabos (contos e minicontos) – Garapuvu, 2005.
O Solitário das Galés (reportagens e entrevistas) – Insular e ACI, 2006.
A Garota de Programa e Outras Mulheres (contos) – Insular, 2007.

Este livro pode ser lido com muita economia de tempo, mas sorvendo-se a fartura de um experiente autor que não deixa por menos, não perdoa, provoca e atira para todos os lados em gênero e estilo. Raul Caldas Filho colocou aqui toda a sua arte de escrever num formato capaz de aliciar, mas abrindo ao leitor saídas em todas as páginas. Leia-o como queira, em qualquer ordem e de qualquer jeito. A palavra, a frase, o parágrafo, a ideia, estão nos lugares-comuns que nos seduzem à leitura deste arquétipo de letras.

17 de setembro de 2009 | N° 8564 Diario Catrinense

Do cesto para as livrarias

Raul Caldas Filho lança hoje, na Capital, o livro A Palavra Mínima, com 300 textos curtos produzidos a partir de 2004

Debaixo da escrivaninha do escritório de Raul Caldas Filho, estão dois cestos de vime, analogias da vida e da morte dos textos do escritor. Um é o lixo, para onde vão não só as anotações, mas todo o tipo de resíduo descartável. O outro recebe notinhas, agrupadas em envelopes maiores, datados, e que podem ter esperança de um dia se transformar em livro. E são notinhas como essas – ideias aleatórias escritas em pequenos papéis guardados no bolso da camisa – que foram agrupadas por gêneros e ganharam as páginas do livro A Palavra Mínima (Editora Insular), lançado hoje, na Capital. Com a tarimba de quem já exerceu a reportagem, o escritor tem olhar apurado para captar as curiosidades do dia-a-dia.

Sempre de posse de papel e caneta, não deixa passar a “musa”, ou seja, a inspiração, palavra desgastada que não gosta de usar.

– O mais complicado não foi escrever, e sim organizar tudo isso – afirma Raul, que começou a armazenar as notinhas numa certa ordem a partir de 2004, “sem pressa nenhuma”.

Os assuntos dos textos, que podem ser frases de estalo ou minicontos, vão desde o mundo cão da série A crua realidade dos dias, a filosofia (de bar) e o erotismo, passando pela música – Raul é grande admirador de jazz, bossa nova, música erudita, entre outros estilos – religião, ficção, mundo animal e, até mesmo, à própria criação literária.

Os escritos são numerados, mas é possível, e até recomendável, que se leia sem uma ordem predefinida. No total, são 300 textos, subdividos em três partes de cem. Basta folhear as páginas e encontrar pensamentos que fazem rir, refletir, lamentar ou simplesmente encantar-se. – Humor é uma forma de olhar as coisas por um prisma mais positivo, mesmo criticando. Mas tem coisa que não dá para fazer humor, essa barbaridade que vivemos, a injustiça social, a hipocrisia da Igreja, os políticos são uma piada. Não vejo muita esperança.

Ao contrário de obras anteriores de Caldas Filho, como Oh! Que Delícia de Ilha (1995/1997) e Oh! Casos e Delícias Raras (1998/2004), este livro não mostra Florianópolis como objeto folclórico ou pictórico, mas serve de cenário em alguns momentos, assim como Salvador e Buenos Aires.

Sempre acompanhado do bloquinho, Caldas Filho gosta de escrever sozinho e diz que “não pode forçar a musa”, senão ela não vem.

O autor diz que o título A Palavra Mínima refere-se à brevidade dos textos, pois são de gêneros tão diversos que se unem somente na síntese. Nada foi cortado ou adaptado para o livro: tudo o que foi escrito, foi espontâneo, registrado assim como a musa trouxe para o autor.

Raul Caldas Filho é natural de São Francisco do Sul, mas passou boa parte da vida em Florianópolis, com exceção de duas temporadas no Rio de Janeiro. Em uma delas, nos anos de 1967 e 1968, trabalhou para a revista Manchete e a vida boêmia permitiu a convivência na Praia de Ipanema com Leila Diniz, Paulo Francis, a turma da bossa nova, entre outros.

Além de jornalista, é formado em Direito e atuou na Secretaria da Casa Civil e na Procuradoria Geral do Estado. Trabalhou no jornal O Estado, no setor de comunicação do governo de SC e na Fiesc, entre outros.

alicia.alao@diario.com.br

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